Domingo, Julho 05, 2009
Chamada de ATENÇÃO
Chamada de ATENÇÃO ao Post anterior: Amalgama apresenta O ACASO - 11 e 12 de Julho - criação original para o Lago do Gadanha em Estremoz com música do Maestro Jorge Salgueiro
A hora do espectáculo é, em ambas as datas, às 18h e não às 19horas, como estava anunciado.
Gratos pela atenção.
Esperamos por vós!
Amalgama Companhia de Dança
Ateneu Comercial de Lisboa
Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Rua das Portas de Stº Antão n.º 110 3º esq
1150 - 269 Lisboa PORTUGAL
amalgama.co@gmail.com
+351 91 944 34 62
www.amalgamando.blogspot.com
www.amalgama.pt
Quarta-feira, Junho 24, 2009
Amalgama apresenta O ACASO - 11 e 12 de Julho - criação original para o Lago do Gadanha em Estremoz com música do Maestro Jorge Salgueiro

O ACASO
ESTREIA a 11 e 12 de Julho – 19h
criação original para o Lago do Gadanha em Estremoz com música do Maestro Jorge Salgueiro
Abre o FESTIVAL CIÊNCIA NA RUA – Ano de Darwin - ESTREMOZ
Uma iniciativa do Centro de Ciência Viva, em colaboração com a Universidade de Évora e o Município de Estremoz e direção artística de PIA - Projectos de Intervenção Artística, CRL
O Espectáculo:
A Amalgama Companhia de Dança apresenta nos próximos dias 11 e 12 de Julho, em Estremoz, no âmbito do Festival Ciência na Rua, em Estremoz a ESTREIA ABSOLUTA de O ACASO, espectáculo de dança criado para o evento.
No Espaço do Lago do Gadanha, cuja estátua central originária do “Convento dos Congregados” é símbolo do efémero e da fugacidade da vida, se fundirá com o enquadramento plástico do artista Jorge Pereira.
Num Corpus de solos, duetos, trios, momentos de conjunto amalgama, entre o caos e a ordem, movimentação e suspensão, entre contrastes e encontros, na fluídez ondulante aquática...culminando na esperança do eterno renascimento e da evolução.
Procurando o momento que gerou a vida num acaso sem o ser, onde se encontra a ordem primordial que, no caos, na vulnerabilidade e na imprevisibilidade habita. Em ciclos de celebração da vida e da morte.
A sonoridade única de um Requiem pela Humanidade pela mão do Maestro Jorge Salgueiro cria uma Amalgama de corpos dançantes, em água… um corpo que nasce onde um outro termina.
Sinopse:
Nas entranhas do Caos, a vida e a morte… partes de um movimento cíclico, digladiam-se…a carne sangra, a essência expande-se, traga sentimentos, sofre mutações.
Os corpos dançantes fazem-se água, desaguam, evaporam, condensam-se, desprendem-se, dividem-se e unem-se… montam no vento, indomável, selvagem, amansam o seu ímpeto, convertem-no em brisa, roubam a sua frescura, inebriam a carne, seguem caminho…
Diluem-se em água, elemento de origem e fim, sem pudor, provocam tremores, fecundam sementes, geram frutos… alimentam-se… inflamam-se, em magma ardente, transcendem, explodem, esvaziam-se, e uma centelha perdida renasce…a esperança.
O Festival:
Darwin e a Teoria da Evolução, sem dúvida, faz já parte do nosso imaginário. No entanto, muitos de nós desconhecemos alguns dos princípios básicos que lhe estão associados.
A ideia base da Ciência na Rua 2009 consiste na recriação, durante duas noites consecutivas, de 7 grandes etapas evolutivas que serão levadas a efeito em 7 locais públicos da cidade de Estremoz, propõem-se reviver algumas das principais etapas da evolução da Vida no nosso Planeta.
Nestas recriações, o teatro, a música e a dança serão formas de expressão privilegiadas.
Associado a cada momento haverá um "quiosque da ciência" onde experiências, ao dispor do visitante, permitem que este se aperceba da explicação científica do fenómeno.
Ficha Técnica e Artística:
UM ESPECTÁCULO DANÇADO E CO CRIADO POR Ana Battaglia, Cláudia Borges, Franscisca Battaglia , Filipe Nunes, Maria Alcobia, Marta Codices, Jacome Filipe, Paulo Mei, Luis Gil, Rita Carvalho, Ruy Malheiro, Sofia Ferreira e Sandra Battaglia
MÚSICA Jorge Salgueiro
FIGURINOS E CRIAÇÃO PLÁSTICA Jorge Pereira
DIRECÇÃO ARTÍSTICA Sandra Battaglia
ASSISTENTE DE PROJECTO Ruy Malheiro
ESPECTÁCULO DIAS 11 E 12 DE JULHO
Hora e Local: Lago do Gadanha – Estremoz 19:00h
Amalgama Companhia de Dança
Ateneu Comercial de Lisboa
Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Rua das Portas de Stº Antão n.º 110 3º esq1150 - 269 Lisboa PORTUGAL
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Domingo, Maio 31, 2009
NÚCLEO DE ARTES - AMALGAMA COMPANHIA DE DANÇA - INFORMAÇÕES

"A dimensão do toque, do contacto e dos afectos é vivida em movimento dinâmico, dançando, e sempre com referências aos pulsares das forças da Natureza." Amalgama
HORÁRIOS
DANÇA MOVIMENTO AMALGAMA
Segundas-feiras 19.00h – 20.00h (nível I)
Quintas-feiras 21.30h – 23.00h
Sextas-feiras 21.30h – 23.00h (aula da Companhia)
Sábados 11.00h – 12.00h (crianças)
Sábados 12.00h – 13.00h (adultos)
DANÇA CLÁSSICA ADULTOS
Quintas-feiras 20.30h – 21.30h
- ( iniciação)
CORAL ADULTOS
Quintas – Feiras 18,00h – 19,00h
CORAL CRIANÇAS
Sábados 12,00h – 13,00h
INICIAÇÃO AO PIANO - (horário a combinar com a professora Catarina Flores)
Orientadas por:
Sandra Battaglia: 5ªs, 6ªs e sábados
Bruno Rodrigues: 2ªs (19,00h – 20,00h)
Catarina Flores: Coral e Iniciação ao Piano – 5ªs e sábados
Contactos e informações:
Quarta-feira, Maio 20, 2009
AMALGAMA apresenta TEMPORADA PRIMAVERA / VERÃO

23 de Maio – 21.30h
MATER
TEATRO GARCIA DE RESENDE – ÉVORA
MATER faz a síntese de três estímulos essenciais que estão na origem da sua
construção: a “Conquista” (vontade primordial/ de ser em mim pela lei da espada e do
amor); a “Espada” (a chave que abre a porta, ou a cruz/ flamejante, alquímica e
iniciática); a “Ordem” (os cavaleiros do Templo/ os guerreiros guardiães de luz e
segredos).
Assim, a alquimia da transformação procura na síntese dos três estímulos, as três fases
da alquimia da construção, o nigredo, o albedo e o rubedo.
MATER um espectáculo da Amalgama Companhia de Dança, com música do maestro
Jorge Salgueiro, textos da escritora Risoleta Pinto Pedro e vídeos do artista plástico Jorge Pereira.
Informações: cmevora@mail.evora.net , geral@cendrev.com ou 266 703 112
11 e 12 de Julho – 19h
FESTIVAL CIÊNCIA NA RUA – ESTREMOZ
ANO DE DARWIN
Uma iniciativa do Centro de Ciência Viva, em colaboração com a Universidade de Évora e o Município de Estremoz e PIA - Projectos de Intervenção Artística, CRL
Informações: piacrl@gmail.com
17 de Setembro – 21h
MATER
CLAUSTRO DA POUSADA DE VISEU
Inserido nas comemorações dos 900 anos do nascimento de Dom Afonso Henriques
Informações: cultura@cm-viseu.pt ou apoiomunicipe@cm-viseu.pt
Amalgama Companhia de Dança
Ateneu Comercial de Lisboa
Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Rua das Portas de Stº Antão n.º 110 3º esq
1150 - 269 Lisboa PORTUGAL
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Domingo, Maio 17, 2009
Para a Futura História de uma Bailarina - Texto de Homenagem a Sandra Battaglia

Para a Futura História de uma Bailarina
"Como todas as meninas da minha idade, sempre associei a dança a sapatilhas e a ballet. Mas depois cresce-se, e como sempre, a realidade é outra. Umas vezes é pior, outras melhor.
Neste caso, foi melhor. Aprendi com a Sandra Battaglia e com a Amalgama, que a dança é mais, maior e melhor que umas sapatilhas.
Conheci a Sandra pela mão da Amalgama, mais concretamente, pela mão de outro querido amigo Pedro Paz, com quem a Sandra Battaglia fundou a Amalgama. Hoje olho-a como se a conhecesse desde sempre. A Sandra e a dança existem desde o princípio do meu universo de criança. Para além das sapatilhas. Porque a dança que ela pratica, e experimenta, e divulga, e ensina, e teoriza e amplia, se também se dança em palcos e salões, é uma dança de terra, de pedra e asfalto. É sobre estes duros caminhos que a Sandra e os bailarinos da Amalgama elevam e enterram os pés descalços.
Ouvi uma vez contar à Maria João Pires, que expunha as suas mãos a todo o tipo de riscos, nunca as tratando com os cuidados ou as precauções que se esperaria. Assim faz esta coreógrafa, professora e bailarina e toda a companhia, da cabeça aos pés. Os pés dançam sobre pedra fria, sobre pedra bruta, sobre terra e ervas e paus e fogo e água. Literalmente. Sobre tudo o que é natural. Assim tem dançado e ensinado a dançar. Como se respira. Como quem se cura e assim cura. O convite à dança tem sido feito em aulas, workshops e coreografias a todos aqueles que estiveram desde sempre afastados da dança. Puseram cadeiras de rodas a dançar mais os seus ocupantes, e pessoas que mal se mexiam, crianças e professores nas escolas. Na preparação dos espectáculos da Amalgama, enquanto se cria, todos dançam: o bailarino, o músico, o actor, o artista plástico, o escritor, o cantor. Tem sido uma constante; esta equipa multidisciplinar em que a voz falada ou cantada está sempre presente, e a literatura, o vídeo, a música criada de raiz ao mesmo tempo da coreografia, e a vertente das artes plásticas, a vertente pedagógica e formativa. A dança como aliança ou abraço, entre as artes e a vida.
Falo preferencialmente sobre o percurso dos últimos oito ou nove anos, porque é desses que tenho um conhecimento directo.
Antes disso, sei que a Sandra Battaglia fez todo um percurso académico, com muitos intervalos cheios pelo meio, em que se foi dedicando a projectos comunitários, criação de estruturas, formações mais ou menos paralelas.
O currículo é impressionante e nem tento dar conta dele aqui, porque só tenho oito minutos. É um currículo que passa pelos melhores palcos, pelos melhores professores, pela interpretação, criação de companhias e projectos, formação, pedagogia, coreografias. Prefiro dar conta do meu sentir esta intérprete/ criadora.
Para mim, este caminho com a Sandra Battaglia tem início com o projecto Amalgama.
Espectáculos como Viagens de Luar, Vitriol, Mutações, Venite, Mater, A Alegria das Rosas. Para todos estes não só escrevi como em alguns acompanhei a criação e por vezes até a concretização, mas há muitos outros, de que cito alguns como Arcana, Aestaesis, Singular, Reino dos Seres Imaginários, desde que escrevi para o primeiro espectáculo, Viagens de Luar, com um pequeníssimo poema, até aos outros onde os textos se foram expandindo, com destaque para o Venite in Silentio, que é ao mesmo tempo uma coreografia e um livro, onde o espectáculo e o romance cresceram juntos e juntos vieram à luz. O espectáculo coreografou o romance e o romance ficcionou a coreografia. Enquanto os músicos compunham, e os cenógrafos projectavam, e as vozes se preparavam. Poderá haver, mas não conheço outros projectos com esta abertura, estes quase saltos no escuro do desconhecido. Estes espectáculos foram acontecendo por vários sítios, mas o regaço foi durante muito tempo o Hotel Convento de S. Paulo, com incursões por outros espaços simbólicos e sagrados, como O Convento de Cristo em Tomar, o Convento de S. Francisco em Estremoz, o Palácio da Pena, a Quinta da Regaleira ou o Palácio Nacional de Mafra. De salientar, também, o amigável abraço dançado com o compositor Jorge Salgueiro, a partir de uma canção com poema meu e música deste compositor, que o JS acabou por ampliar assim, a partir da canção que já existia criando a música para toda uma coreografia da Amalgama de que hoje aqui veremos uma parte. Da canção à dança, da dança à música, da música à dança. E foi o espectáculo que de Conquista-me passou a Mater, o das espadas transfiguradas. Desde o Vitriol que a arte da Alquimia, essa arte de todas as transformações, ficou a destilar no sangue da Sandra e da Amalgama.
É a Amalgama que continuo a citar, porque durante estes anos em que acompanhei a Sandra Battaglia, foi essencialmente no seio da Amalgama que se produziu o trabalho dela, como bailarina, formadora e criadora/coreógrafa. E também cada vez mais teorizadora daquilo que durante o percurso foi surgindo. Não me espanta que o mestrado, hoje, esteja a ser a natural reflexão sobre tudo o que tem vindo a experimentar. E matéria não lhe falta.
O seu percurso é ao mesmo tempo académico, canónico e não canónico, porque se a formação é clássica, o inconformismo tem-na acompanhado, assumindo uma forma activa e criativa, e os cruzamentos têm sido muitos: outros olhares sobre a dança, sobre os corpos, sobre o processo de criação coreográfica, a ligação às artes marciais, às outras danças, como por exemplo o flamenco e a dança indiana, a dança terapêutica, a dança símbolo. Na dança dos corpos, a busca da alma. Dos que têm sido chamados bailarinos e daqueles outros a quem a dança tem sido roubada desde sempre. Tudo isto faz sem se esquecer de dançar, de coreografar, pelo contrário, fazendo-o sempre, mas uma das tarefas que se atribuiu foi a restituição da dignidade e dos direitos aos que têm sido privados de partes da própria alma que a dança lhes pode dar.
Paralelamente, tem vindo a coreografar e a dançar, óperas para a Orquestra do Norte.
As sapatilhas que nunca a vi usar, mesmo não as usando estão rotas de tanto dançar, de tanto viajar. Os pés compadecem-se delas e erguem-se na pele. Que nunca se rompe. Porque beijam reverentes o chão que pisa e de onde se eleva.
Sinto-me hoje grata por poder manifestar aqui, perante vós, o meu reconhecimento à Sandra Battaglia por ter entrado no meu mundo descalça, a dançar, assim o transformando. Para melhor."
Risoleta Pinto Pedro
(risoletapedro@netcabo.pt )
(http://risocordetejo.blogspot.com/)
Contactos e informações:
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geral@amalgama.pt
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